quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Mudando Hábitos com a Ajuda do Espírito Santo

 



Uma Exposição de 1ª Pedro 3:9

Amados irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje, meditaremos sobre a transformação de nossos hábitos com a ajuda do Espírito Santo, tomando por base o texto de 1ª Pedro 3:9, que nos instrui: "Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam, pois para isso vocês foram chamados, para que possam herdar uma bênção."

O Chamado à Transformação

Pedro nos exorta a evitar a retribuição do mal e os insultos, um comportamento que muitas vezes está enraizado em nossos hábitos e impulsos naturais. A transformação de tais hábitos não é uma tarefa fácil, mas é possível com a intervenção divina através do Espírito Santo. Algo que já era anunciado na sua mensagem no início da igreja em Atos 2.38: Pedro respondeu: "Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo.

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A Renúncia ao Mal

Em primeiro lugar, somos chamados a não retribuir mal com mal. O apóstolo Paulo reforça essa ideia em Romanos 12:17-18: "Nunca paguem o mal com o mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todos."

O ato de renunciar ao mal implica uma mudança significativa em nossos hábitos de pensamento e ação. É um chamado à paciência, à compreensão e ao amor incondicional, atributos que são frutos do Espírito Santo conforme descritos em Gálatas 5:22-23: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei."

A Bênção em Resposta ao Insulto

Além de evitar o mal, Pedro nos instrui a não retribuir insulto com insulto, mas sim a abençoar. Esse mandamento é um reflexo direto dos ensinamentos de Jesus, como mencionado no Sermão da Montanha em Mateus 5:44: "Mas eu digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem."

A prática de abençoar aqueles que nos insultam requer uma mudança profunda em nossos hábitos de reação. Isso só é possível através da obra contínua do Espírito Santo em nossas vidas, que nos capacita a responder com gentileza e compaixão, mesmo em face da adversidade, Paulo ratifica este pensamento em Romanos 12:14 disse “Abençoai os que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis”.

A Poderosa Assistência do Espírito Santo

A transformação dos nossos hábitos é um processo contínuo que depende da nossa disposição em nos submeter à orientação e ao poder do Espírito Santo. Jesus, antes de ascender aos céus, prometeu o Consolador, como registrado em João 14:26: "Mas o Advogado, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse."

O Caminho da Santificação

A santificação é o processo pelo qual somos moldados à imagem de Cristo, e isso envolve a mudança de nossos hábitos mundanos para hábitos que glorifiquem a Deus. Como Paulo escreve em Efésios 4:22-24: "Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade."

Este processo de santificação é continuamente aperfeiçoado pelo Espírito Santo, que nos guia e fortalece para vencer as tentações e desenvolver hábitos que refletem a natureza de Cristo.

Conclusão

Queridos irmãos e irmãs, mudar nossos hábitos para aqueles que agradam a Deus é uma jornada que só pode ser trilhada com a ajuda constante do Espírito Santo. Lembremo-nos das palavras de Filipenses 2:13: "Pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele."

Transformação da Mente

          Romanos 8:6-9 

Importância da Oração

          Lucas 18:1-8

Vida Espiritual Plena

          1 Pedro 2:1-3; Tito 2:11-14

Que possamos nos render diariamente ao Espírito Santo, permitindo que Ele transforme nossos corações e mentes, para que nossas vidas sejam um testemunho vivo do amor e da graça de Deus. Amém.

 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

O Único Nome pelo Qual Devemos Ser Salvos

 

Atos dos Apóstolos 4:12

Introdução

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, iremos meditar sobre uma das declarações mais poderosas e exclusivas das Escrituras: Atos 4:12. O versículo diz: "Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos." Este versículo nos confronta com a exclusividade da salvação em Jesus Cristo. Vamos explorar o contexto, a mensagem e as implicações dessa afirmação.

Contexto de Atos 4:12

Para entender a profundidade de Atos 4:12, precisamos considerar seu contexto. No início do capítulo 4, Pedro e João são presos após curar um homem coxo e pregar sobre a ressurreição de Jesus. Eles são levados perante o Sinédrio, onde Pedro, cheio do Espírito Santo, declara com ousadia que a cura foi realizada em nome de Jesus Cristo de Nazaré, a quem eles crucificaram, mas Deus ressuscitou dos mortos (Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Atos 4:10).

A Exclusividade de Jesus Cristo

A declaração de Pedro enfatiza que Jesus Cristo é o único meio de salvação. Esta exclusividade é reiterada em várias partes do Novo Testamento. Em João 14:6, Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." Em 1 Timóteo 2:5, lemos: "Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus."

O Nome que Está Acima de Todo Nome

O nome de Jesus é exaltado acima de todos os outros nomes. Filipenses 2:9-11 nos diz: "Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai."

A Natureza da Salvação

A salvação em Jesus Cristo é completa e suficiente. Em Hebreus 7:25, lemos: "Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles." A obra de Cristo na cruz foi perfeita e final, cancelando a dívida do pecado e reconciliando-nos com Deus (“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Colossenses 2:13-14).

O Chamado à Fé

A exclusividade da salvação em Cristo nos chama a uma resposta de fé. Em Romanos 10:9-10, Paulo escreve: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa para salvação." A salvação é um dom gracioso de Deus que recebemos pela fé em Jesus Cristo (Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie... Efésios 2:8-9).

Implicações Práticas

A mensagem de Atos 4:12 tem profundas implicações para nossas vidas e nossa missão como cristãos.

Testemunho Fiel

Somos chamados a proclamar com ousadia que Jesus Cristo é o único Salvador. Em Mateus 28:19-20, Jesus nos deu a Grande Comissão: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos."

Viver em Santidade

A exclusividade da salvação em Cristo nos chama a viver de maneira que honre o nome de Jesus. Em 1 Pedro 1:15-16, somos exortados: "Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: 'Sejam santos, porque eu sou santo."

Confiança e Esperança

Podemos ter plena confiança e esperança em nossa salvação, sabendo que é segura em Cristo. Em João 10:28-29, Jesus nos assegura: "Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu a mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai."

Conclusão

Amados, a mensagem de Atos 4:12 nos lembra que a salvação é encontrada somente em Jesus Cristo. Este é um convite e uma chamada à ação. Que possamos viver com ousadia, proclamando a verdade de que não há outro nome pelo qual possamos ser salvos. Que nossa fé em Cristo nos conduza a uma vida de santidade, testemunho fiel e esperança inabalável.


sábado, 22 de fevereiro de 2025

A Excelência no Ministério: Uma Abordagem Bíblica Palestra para Vocacionados Ministeriais

 



Introdução

Iremos refletir sobre um tema central para nossas vidas ministeriais e cristãs: a excelência. Este conceito, que muitas vezes é associado ao sucesso secular, tem profundas raízes teológicas e bíblicas que nos orientam a buscar a perfeição em nossos serviços ao Senhor e em nossas vidas diárias.

O Conceito de Excelência na Bíblia

Para entendermos a excelência de uma perspectiva bíblica, devemos primeiro considerar o caráter de Deus. Em Deuteronômio 32:4, lemos: "Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos. Deus é fiel e não pratica a injustiça; justos e retos são os seus caminhos." Este versículo nos mostra que a excelência é uma característica intrínseca do próprio Deus.

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo nos exorta a buscarmos a excelência em todas as áreas de nossas vidas. Em Colossenses 3:23-24, ele escreve: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo."

A Excelência no Serviço Cristão no Antigo e Novo Testamento

No Antigo Testamento, vemos o exemplo de personagens históricos que buscaram a excelência no serviço a Deus. Um dos exemplos mais notáveis é o de Daniel, que se destacou em sua fé e serviço mesmo em terra estrangeira. Em ++Daniel 6:3, lemos: "Ora, Daniel se destacou tanto entre os supervisores e sátrapas por suas grandes qualidades que o rei planejava colocá-lo à frente de todo o reino." Este versículo ressalta a importância de sermos diligentes e dedicados em nossas responsabilidades, fazendo tudo para a glória de Deus.

Outro exemplo é o de Salomão, cuja sabedoria e dedicação ao serviço de Deus são destacadas em 1 Reis 4:29-34. A excelência de Salomão em seu reinado e na construção do Templo de Jerusalém demonstra como nossa devoção e trabalho árduo podem ser usados para cumprir os propósitos divinos.

No Novo Testamento, a busca pela excelência é enfatizada em diversos textos. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, nos lembra que nossos corpos são templos do Espírito Santo e que devemos honrar a Deus com nossas vidas (1 Coríntios 6:19-20). Este chamado à santidade e excelência é uma lembrança de que devemos buscar a perfeição em todas as áreas de nossa vida, como um testemunho de nossa fé.

Além disso, em Filipenses 1:9-10, Paulo ora para que o amor dos crentes aumente em conhecimento e discernimento, para que possam discernir o que é melhor e serem puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo. Este desejo de Paulo reflete a importância de buscarmos a excelência espiritual e moral, dedicando-nos completamente a Deus.

Por fim, em Efésios 4:11-13, Paulo destaca que Deus deu diferentes dons à igreja para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e para a edificação do corpo de Cristo. Este versículo nos encoraja a utilizar nossos talentos e habilidades de maneira excelente, contribuindo para o crescimento e fortalecimento da comunidade de fé.

Assim, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento nos ensinam que a excelência no serviço cristão é uma expressão de nosso amor e devoção a Deus. Somos chamados a sermos diligentes, dedicados e íntegros em tudo o que fazemos, sempre buscando refletir o caráter de Deus em nossas vidas e em nosso serviço. Que possamos ser inspirados por esses exemplos bíblicos e nos esforçar para alcançar a excelência em nossas jornadas espirituais.

Excelência no Ministério

Como vocacionados ministeriais, somos chamados a refletir a excelência de Deus em nossas funções eclesiásticas. Isso significa que devemos realizar nossas tarefas com dedicação, paixão e integridade, sabendo que servimos ao Rei dos reis.

A Excelência na Pregação e Ensino

A pregação e o ensino são funções centrais do ministério. Em 2 Timóteo 2:15, Paulo aconselha Timóteo a se apresentar a Deus aprovado, como um obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade. A excelência na pregação envolve não apenas o conhecimento profundo das Escrituras, mas também a capacidade de comunicar a verdade de forma clara, relevante e inspiradora.

A Excelência na Administração

A administração da igreja também exige excelência. Em Tito 1:7, lemos que o bispo deve ser irrepreensível, como administrador de Deus. Isso inclui a gestão eficaz dos recursos da igreja, a liderança com sabedoria e a promoção de um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo.

A Excelência no Serviço Pastoral

O serviço pastoral implica cuidar das ovelhas do Senhor com amor e dedicação. Em 1 Pedro 5:2-3, Pedro exorta os presbíteros a pastorearem o rebanho de Deus não por obrigação, mas de boa vontade; não por ganância, mas com o desejo de servir; não como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.

Excelência na Vida Cristã

A busca pela excelência não é limitada ao ministério eclesiástico, mas deve permear todas as áreas de nossa vida cristã. Em Filipenses 4:8, Paulo nos encoraja a pensar em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e digno de louvor. Este versículo nos chama a cultivar a excelência em nosso caráter e em nossas ações diárias.

A Excelência no Amor e Serviço ao Próximo

Jesus nos deu o maior exemplo de excelência no amor e no serviço. Em João 13:34-35, Ele nos diz: "Um novo mandamento lhes dou: amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros." A excelência no amor é demonstrada por meio de ações concretas de serviço e compaixão.

A Excelência na Oração e na Adoração

A oração e a adoração são pilares fundamentais da vida cristã. Em Mateus 6:6, Jesus nos instrui a entrarmos em nosso quarto, fecharmos a porta e orarmos ao Pai que está em secreto. A excelência na oração envolve uma comunicação sincera e contínua com Deus. Da mesma forma, a adoração deve ser feita em espírito e em verdade, como nos ensina João 4:24.

Conclusão

Em conclusão, a excelência é um chamado divino que se reflete no caráter de Deus e nas exortações bíblicas. Como vocacionados ministeriais e como cristãos, somos desafiados a buscar a excelência em todas as áreas de nossas vidas, não para nossa glória, mas para a glória de Deus. Que possamos, portanto, dedicar-nos de todo o coração a servir ao Senhor com excelência, sabendo que é a Cristo que estamos servindo.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

O Sacrifício de Cristo: Uma Exposição de Hebreus 10:12-36

 


Introdução

Na presente exposição do texto de Hebreus 10:12-36, abordaremos a profundidade teológica do sacrifício de Cristo, Sua morte vicária e as implicações para a nossa fé e vida. Exploraremos os versículos de maneira exaustiva, citando diversos versículos bíblicos e artigos científicos que nos auxiliarão a compreender melhor este mistério divino.

O Sacrifício Perfeito

O versículo 12 de Hebreus 10 afirma: “Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à destra de Deus”. Este versículo introduz a ideia de que o sacrifício de Cristo é único e definitivo. A morte de Cristo na cruz foi o ato culminante do plano de redenção de Deus, conforme predito pelos profetas do Antigo Testamento (Isaías 53:5-6). Devemos refletir sobre a grandeza deste sacrifício e o seu impacto eterno em nossas vidas.

Em Romanos 5:8, lemos: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Este versículo reforça a magnitude do amor de Deus expresso através do sacrifício de Cristo.

Aplicação: Como crentes, devemos lembrar que o sacrifício de Cristo é suficiente para nos purificar de todo pecado. Não precisamos buscar outros meios de redenção. Devemos viver em gratidão e obediência, reconhecendo que Jesus já fez tudo por nós. Isso deve nos motivar a abandonar práticas pecaminosas e viver de maneira íntegra, honrando a Cristo em todas as áreas de nossas vidas, em João 8:36, lemos: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

A Morte Vicária

A morte vicária de Cristo é o conceito teológico que afirma que Jesus morreu em nosso lugar, carregando os nossos pecados e sofrendo a penalidade que nos era devida. O versículo 14 de Hebreus 10 reforça essa ideia: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados”. Este sacrifício não necessita ser repetido, ao contrário dos sacrifícios do Antigo Testamento, que eram contínuos e insuficientes (Hebreus 10:1-4). Portanto, podemos ter confiança em nossa salvação e viver em liberdade.

Em 1 Pedro 3:18, está escrito: “Pois também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus”. Este versículo ilustra claramente a natureza substitutiva da morte de Cristo.

Aplicação: Devemos refletir sobre o grande amor de Deus que enviou Seu Filho para morrer em nosso lugar (João 3:16). Isso deve nos motivar a viver uma vida santa e separada, em resposta ao sacrifício que foi feito por nós (2Coríntios 5:14-21).

O Novo Pacto

Os versículos 15 a 17 de Hebreus 10 citam a promessa do novo pacto, conforme registrado em Jeremias 31:33-34, onde Deus promete escrever Suas leis em nossos corações e lembrar-se de nossos pecados e iniquidades não mais. Este novo pacto é mediado por Cristo e está fundamentado em Seu sacrifício perfeito. Somos chamados a viver à altura deste novo relacionamento com Deus.

Em Lucas 22:20, Jesus diz: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós”. Este versículo evidencia que o novo pacto foi inaugurado através do sacrifício de Cristo.

Aplicação: Como participantes do novo pacto, temos a responsabilidade de viver de acordo com as leis de Deus escritas em nossos corações. Devemos buscar uma relação íntima com Deus, permitindo que Seu Espírito nos guie e transforme. Isso envolve uma vida de oração, meditação na Palavra de Deus e obediência à Sua vontade. Devemos ser testemunhas vivas da nova aliança que Cristo estabeleceu.

Consciência Limpa e Acesso a Deus

Hebreus 10:22 nos encoraja a “chegar-se com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa”. O sacrifício de Cristo não apenas remove nossa culpa, mas também nos proporciona acesso direto a Deus, sem a necessidade de mediadores humanos (Efésios 2:18). Essa proximidade com Deus é um privilégio e deve ser valorizada.

Em Efésios 3:12, lemos: “Nele [Cristo], e por meio da fé nele, temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele”. Este versículo reafirma a confiança e o acesso que temos a Deus através de Cristo.

Aplicação: Devemos nos aproximar de Deus com confiança, sabendo que somos purificados pelo sangue de Cristo. Isso deve nos incentivar a viver em plena comunhão com Deus, sem medo ou vergonha, e a buscar Sua presença diariamente. Devemos também encorajar outros a fazerem o mesmo, promovendo uma comunidade de fé onde todos se sintam bem-vindos e amados.

Perseverança na Fé

Os versículos 23 a 25 de Hebreus 10 nos exortam a manter firme a confissão da nossa esperança e a considerar como estimular uns aos outros ao amor e às boas obras. A morte de Cristo não é apenas um evento histórico, mas tem implicações contínuas para a nossa vida diária e nossa relação com os outros crentes. Devemos ser perseverantes e apoiar uns aos outros em nossa caminhada de fé.

Em 1 Coríntios 15:58, Paulo nos aconselha: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”. Este versículo nos encoraja a perseverar na fé e nas boas obras.

Aplicação: Devemos ser firmes em nossa fé e esperança, encorajando e apoiando nossos irmãos na fé. É importante participar da comunidade cristã, fomentando o amor e as boas obras, e não negligenciar a comunhão dos santos. Devemos estar atentos às necessidades uns dos outros e prontamente oferecer ajuda e suporte.

A Advertência Contra o Pecado Deliberado

A passagem de Hebreus 10:26-31 oferece uma advertência séria contra o pecado deliberado após ter recebido o conhecimento da verdade. Este trecho enfatiza a gravidade de rejeitar o sacrifício de Cristo, lembrando-nos que “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Esta advertência deve nos levar a uma reflexão séria sobre a nossa conduta e compromisso com Deus.

Em Gálatas 6:7-8, lemos: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna”. Este versículo reforça a seriedade das nossas escolhas e ações.

Aplicação: Devemos levar a sério a nossa caminhada cristã, evitando o pecado deliberado. É fundamental viver uma vida de arrependimento e santidade, reconhecendo a seriedade de desprezar a graça oferecida por Cristo. Devemos buscar constantemente a direção do Espírito Santo para nos mantermos no caminho da justiça e evitar qualquer coisa que possa nos afastar de Deus.

A Recompensa da Fidelidade

Finalmente, os versículos 32 a 36 nos encorajam a lembrar dos dias passados, quando suportamos grande conflito de sofrimentos, e a ter paciência, pois a promessa de Deus irá se cumprir: “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” (Hebreus 10:36). A fidelidade a Deus é recompensada com a realização de Suas promessas em nossas vidas.

Em Tiago 1:12, está escrito: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. Este versículo nos assegura a recompensa da fidelidade.

Aplicação: A fidelidade a Deus será recompensada. Devemos ser pacientes e perseverar na fé, mesmo diante das dificuldades e sofrimentos, sabendo que a recompensa prometida por Deus é certa e eterna. Devemos manter a esperança viva, lembrando-nos sempre das promessas de Deus e confiando que Ele é fiel para cumpri-las.

Conclusão

O sacrifício de Cristo, conforme exposto em Hebreus 10:12-36, é a pedra angular da nossa fé. Ele nos oferece redenção, acesso a Deus, e uma esperança viva. Que possamos viver em resposta a este grande amor, perseverando na fé e encorajando uns aos outros à medida que vemos o Dia se aproximando.

Aplicação Final: Que este sermão nos inspire a refletir profundamente sobre o sacrifício de Cristo e a vivermos de maneira digna do chamado que recebemos. Que possamos influenciar positivamente aqueles ao nosso redor, mostrando o amor de Cristo através de nossas ações e palavras, e permanecendo firmes até o fim. Que sejamos um testemunho vivo da graça e do amor de Deus, impactando o mundo com a mensagem do evangelho.

 

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Isaías 24 um julgamento global e seu impacto na Terra.

 


O capítulo começa com um retrato da Terra passando por uma dramática transformação e devastação. Descreve uma época em que a terra será devastada e os seus habitantes enfrentarão as consequências das suas ações. As imagens usadas são apocalípticas e evocam uma sensação de agitação cósmica.

Apesar do julgamento generalizado, o capítulo também inclui uma mensagem de esperança. Fala de um tempo futuro em que o povo de Deus cantará canções de louvor e alegria em resposta à Sua libertação. Esta nota esperançosa contrasta com o retrato anterior da destruição.

Isaías 24 destaca temas de julgamento divino, responsabilidade e a soberania final de Deus sobre a criação. Serve como um lembrete de que as ações humanas têm consequências e que a busca dos prazeres mundanos e da desobediência levará ao acerto de contas final. O capítulo também sublinha o princípio da esperança e da redenção, mesmo em face da destruição, bem como o triunfo final do propósito de Deus sobre o caos e as trevas.

24—27 Estes quatro capítulos são frequentemente chamados de “Apocalipse de Isaías”. Discutem o castigo divino sobre o mundo inteiro, por causa de seus pecados. A princípio, as profecias de Isaías foram dirigidas a Judá: depois a Israel, às nações vizinhas, e finalmente, ao mundo todo. Estes capítulos descrevem os últimos dias, quando Deus julgará todas as nações. Nessa ocasião. Ele eliminará todo o mal, de forma final e permanente.

24:1-3 A primeira parte da descrição do julgamento é a futura devastação escatológica da terra. Como tal, a terra é assolada e completamente despojada (v. 3). A ênfase do v. 2 é que essa devastação afetará todas as classes da sociedade – nenhuma será poupada.

24:4-16 Não foram só as pessoas que sofreram pelos seus pecados: até a terra sofreu as consequências do mal e das transgressões. Atualmente, vemos os resultados do pecado em nosso próprio pais: poluição, crimes, vícios e pobreza. O pecado atinge tão extensivamente todos os aspectos de nossa sociedade, que mesmo aqueles que são fiéis a Deus sofrem as suas consequências. Ninguém pode culpar a Deus por tais condições, pois foram trazidas pelo pecado praticado pelos homens. Quanto mais crermos em Deus, renunciarmos ao pecado, falarmos contra as práticas imorais e partilharmos a Palavra de Deus com os nossos semelhantes, mais ajudaremos a reduzir a deterioração da sociedade. Não devemos desistir: o pecado é atrevido e se multiplica, mas podemos fazer a diferença. O segundo aspecto do julgamento é que a terra chora (v. 4). O mundo estará sujeito a esse julgamento por quebrar a aliança eterna (v. 5). Alguns consideraram que esta frase se refere à aliança mosaica, mas como são os habitantes da terra que a quebram e não Israel, isso é improvável. Mais provavelmente, refere-se à aliança noética (cf. Gn 9), com seus requisitos de justiça para o mundo inteiro. Outra possibilidade é que isso se refere à lei da consciência, violada mesmo por aqueles que não têm a lei de Moisés (cf. Rm 2: 14-16). Independentemente, o julgamento de Deus transformará toda a folia do pecado em tristeza e luto (vv. 6-13). Os crentes que forem deixados para trás, após o castigo de Deus a Judá, cantarão para a glória da justiça divina. Isaías sofria pelas condições de seu mundo. Também nós podemos sentir-nos deprimidos por todo o mal existente ao nosso redor. Nesses momentos, precisamos confiar nas promessas de Deus para o futuro e olhar a frente entoando-lhe louvores pela restauração que fará em todas as coisas. Um terceiro aspecto do julgamento de Deus é adoração. O remanescente crente responderá glorificando-O por Seu julgamento. Esses adoradores não se limitam ao restante de Israel, mas incluem todos os fiéis do oeste ao leste e nas costas do mar. De fato, desde os confins da terra eles cantarão Glória ao Justo. Deus será glorificado porque Ele é justo em Seu julgamento.

24:16b-20 A quarta maneira que o julgamento de Deus é descrito é com tristeza. O próprio profeta lamenta quando prevê o julgamento de Deus, gritando: Ai de mim! Ai de mim! Ai de mim! (v. 16b). Isaías viu todas as pessoas traiçoeiras sobre as quais o julgamento deve cair. Vendo que terror, poço e armadilha eram o seu destino (v. 17), o profeta se entristeceu com sua destruição e a devastação violenta da terra que ainda estava por vir (vv. 18-20).

24:21-23 O último aspecto do julgamento de Deus sobre a terra é sua finalidade. O SENHOR punirá o exército do céu (provavelmente uma referência aos anjos caídos ou poderes espirituais que se opõem a Deus) e aos reis da terra (referindo-se à oposição política a Deus nos últimos dias; v. 21; cf. Sl 2). Naquele momento, o Senhor assumirá Seu trono no monte Sião, e Sua glória substituirá a glória da lua e do sol (v. 23).

24:21 “Os exércitos do alto” referem-se às forças espirituais que se opõem a Deus. Ninguém, nem mesmo os anjos caídos, escaparão ao devido castigo.

Anunciem entre todos os povos




Texto
:

Anunciem a sua glória entre as nações,

seus feitos maravilhosos entre todos os povos!

(Salmos 96:3)

  

           Ser alcançado pela Palavra de Deus e o Santo Espírito do Senhor nos convence que somos pecadores, isso é um ato da graça de Deus (Efésios 2.8-9: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”), este ato irá trazer o pecador salvo para fazer parte da família de Deus (O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8:16,17). Contudo, existe um designo para a vida do salvo, ou seja, ser como Jesus Cristo (Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. João 20:21). Todos aqueles que receberam e seguem a Jesus Cristo trazem em seus corações uma missão, a de pregar a Palavra de Deus as Tribos, Línguas e Nações (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1:8).

           O Senhor quando foi Elevado aos Céus, ele distribuiu dons a Sua Igreja (Por isso é que foi dito: "Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens"...E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres... Efésios 4: 8 e 11). Isso demonstra que nem todos serão chamados para o “apostolado”, ou seja, para ir para alguma empreitada missionária. Mas, todos foram chamados para anunciar o Reino de Deus a todas as nações (Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mateus 28:19,20). Este anseio é para cada um que é salvo, pois missões se faz com os pés dos que vão; com os joelhos e com as mãos de quem ficam.

           Anunciar o Evangelho não é uma opção, é um mandamento (Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! 1 Coríntios 9:16). Se você foi salvo e restaurado por Jesus, você é chamado para anunciar as Boas Novas do Evangelho. Isso não deve ser um peso, mas um desejo que surge naturalmente nos nossos corações; fará parte de sua identidade como salvo. Por isso, que o salvo tem que nascer de novo (Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3), este novo nascimento lhe transforma em uma nova criatura (Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17), sendo uma nova criatura, o salvo terá a Mente de Cristo (Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:14-16), desta feita, conhecerá a vontade de Deus ... Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:4. A Obra de Missões não é e, nunca será uma iniciativa da mente humana, e sim, um Projeto nascido na eternidade em Deus que o criou (Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus... 1 Pedro 1:19-21); Cristo é a mensagem de todo o missionário, e esta é a mensagem de Deus ao pecador desde a Fundação do Mundo (E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Apocalipse 13:8).

           O desejo do missionário é anunciar a Palavra de Deus a todos os seres humanos, tendo em vista, que toda a humanidade foi encerrada debaixo do pecado (Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. Romanos 11:32), assim Deus traz a sua misericórdia sobre todos, em cada dia a esperança de salvação se renova nas ternas misericórdia Divinas (As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. Lamentações 3:22,23). A misericórdia de Deus está no ato de comissionar a sua Igreja para proclamar o arrependimento dos pecados para a salvação (E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. Lucas 24:47), é bem certo que aquele que invocar o nome do Senhor Jesus Cristo será salvo (E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. Joel 2:32), mas, o nosso irmão Paulo baseado neste texto desenvolve um pensamento que ecoa na Igreja de Cristo ainda hoje. Leia o texto abaixo:

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.

Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido.

Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?

E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.

Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.

Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles, E as suas palavras até aos confins do mundo.

(Romanos 10:9-18)

                A igreja de Cristo foi chamada para anunciar... entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas (Salmos 96:3), quão maravilhoso é levar a palavra do Senhor dentre as nações da terra, pois é pela pregação da Palavra de Deus que as pessoas serão absorvidas da condenação eterna (E disse-lhes: Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Marcos 16:15-16), a Igreja é a representante da mensagem da reconciliação (“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” 2 Co 5.18). Em Cristo somos salvos; regenerados; justificado; e reconciliados com Deus por Cristo Jesus para sermos geradores de vidas pela mensagem do evangelho que persuadi o pecador a temer a Deus (Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a Deus; e espero que nas vossas consciências sejamos também manifestos. 2 Coríntios 5:11).

                Concluo, trazendo que o anseio missionário está e estará sempre no coração do salvo em Jesus Cristo. Esta fé que inunda o coração do crente é vinda pelo Espírito Santo que nos impulsiona a pregar a Palavra do Senhor (E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, e falavam a palavra de Deus com ousadia. Atos 4:31). Somente as escrituras poderá trazer verdadeiramente cura e salvar da destruição (Então clamaram ao Senhor na sua angústia, e ele os livrou das suas dificuldades. Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição. Salmos 107:19,20) todos que estão sem saber que há um Deus que enviou o único mediador entre o céu e a terra (Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. 1 Timóteo 2:5), que se deu para a salvação de todo aquele que nele crê (Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:40). Sendo assim, cumpre a sua vocação, pois existe milhares de pessoas que estão a morrer sem saber que Deus os ama e as quer salvar.

Estabelecimento do Reino de Deus por meio das Missões

 





Texto:
Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: "O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: 'Aqui está ele', ou 'Lá está'; porque o Reino de Deus está no meio de vocês". (Lucas 17:20-21)

 

Quando nos é dado à chance de pensar sobre a obra de evangelização mundial nos é posto o entendimento muito claro que a obra missionária é uma tomada de GOVERNO; tendo por certo, que quando analisamos o que é o Reino de Deus o ensinamento que salta em nossas mentes é que a expressão Reino, na Bíblia, tem sentido básico do governo de Deus – GOVERNO – e não um domínio ou povo. O reino cria um domínio, o reino cria um povo, mas o Reino de Deus não é sinônimo do seu domínio ou povo.

Por exemplo, considere Salmos 103.19: “Nos céus, o Senhor estabeleceu o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo”. Podemos notar o sentido básico da palavra reino como governo. Não significa que o seu reino está acima do seu domínio; significa que o reino de Deus é o seu governo sobre todas as coisas.

Na criação Deus dá ao homem o Domínio sobre todas as coisas (Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". Gên. 1:27 - NVI); o ser humano era a coroa da Criação de Deus, contudo, peca contra ao seu criador ( Assim, cheguei a esta conclusão: Deus fez os homens justos, mas eles foram em busca de muitas intrigas. " Ecl. 7:29). O pecado de Adão refletiu em toda a criação de Deus (17 E ao homem declarou: "Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. 18 Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. 19 Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará". Gên. 3:17-19) e, não apenas o sofrimento passou a ser comum a todos, mas também, o pecado e a morte (12 Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram... Rom. 5:12).

Com o seu pecado o homem passa o domínio que Deus lhe tinha dado para o Diabo, por esta razão que as Santas Escrituras nos ensinam que ele é o deus deste século (2 Cor. 4:4); todo sistema está nas mãos do inimigo de nossas almas (1 João 5:19); ao tentar ao Nosso Senhor Jesus Cristo, ele diz que se Jesus prostrado lhe adorar, ele poderia dar todos os reinos e suas riquezas a Cristo, pois lhe foi dado (Lucas 4:1-13). Hoje vivemos em um mundo corrompido em toda a sua cultura que nem de longe glorifica a Deus com suas melhores obras de justiça (Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe. Is. 64:6), tudo que há no mundo é uma mentalidade carnal que se declara contra tudo que é propósito de Deus e leva a humanidade a uma inimizade contra a Deus (5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. 6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. 7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. 8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Rom. 8: 5-8).

A separação da humanidade para com o seu Criador é provocada pela desobediência a Deus, ou seja, o pecado (1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Isa. 59: 1-2). No mesmo texto do Profeta Isaías aponta para toda obra de iniquidade que o homem pratica, cada crueldade, cada injustiça, cada falsidade etc. Sempre hão de ratificar o Império das Trevas que se solidifica em todas as áreas da vida. Este Império das Trevas tem uma característica, uma identidade que está descrita na Bíblia em várias passagens (Gál. 5: 19-21; 1 Cor. 6:9-10; Ap. 22: 15 etc.), a cultura do Império das Trevas não glorifica o nome de Deus, pois leva os seus escravos a darem vazão aos desejos carnais e em Romanos 8:8 diz: Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

Missões é a instrumentalidade de Deus dada a igreja para que todos os povos o adorem (27 Todos os limites da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; e todas as famílias das nações adorarão perante a tua face. 28 Porque o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações. Sal. 22: 27-28). Para isso a Igreja de Cristo deverá encarar a obra de Missões como um ato de tomada de governo. Em 2 Coríntios 10 4-5 nos diz Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo... Temos de ter em mente que a nossa Batalha é Espiritual (Efésios 6:12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.), por esta razão que a Igreja quando foi chamada para testemunhar de Cristo ela foi cheia do Espírito Santo de Deus (Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. Atos 1:8), pois o Evangelho é o poder de Deus para a Salvação (Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Rom. 1:16) somente o Poder de Deus poderá mudar uma cultura diabólica por uma cultura celestial, que só será possível por uma Metanoia.

Nós quando pregamos o Evangelho do Reino levamos os povos, línguas e nações a glorificarem o nome de Cristo, pois estes serão levados ao Caminho, a Verdade e a Vida (6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6) através do arrependimento (Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. “Metanoia”. Luc. 5:32). No contexto bíblico, a Metanoia é uma palavra que se refere à transformação da mentalidade que prevalece na vida de uma pessoa, assim a pessoa é transformada em uma nova criação (Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Cor. 5:17) e, isso só poderá ser feito por um novo nascimento (João 3:5), e este novo nascimento irá fazer tal pessoa a se tornar filho de Deus (12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; 13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:12-13). Esta paternidade nos leva a Mesa do Rei dos reis e Senhor dos senhores com filhos deste Rei maravilhoso (Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. Luc. 22: 30).

Sendo assim, o estabelecimento do Reino de Deus por meio das Missões é o estabelecimento do Reino de Sacerdotes (9 Mas vos sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. 1 Pedro 2:9-10). Sacerdotes reinam com o anúncio e ensinamento da Palavra de Deus, formando discípulos para que a cultura do Império das Trevas seja aniquilada pela Cultura dos Céus (19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mat. 28: 19-20); Sacerdotes reinam intercedendo por estas pessoas que estão presas em Fortalezas Espirituais da Maldade (Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 1 Timóteo 2:1-2); e Sacerdotes reinam manifestando o Poder de Deus para todos os que precisam e necessitam (17 E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; 18 Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. 19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. 20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém. Marc. 16: 17-20). Assim a igreja cumprirá a obra de Missões que foi dada a ela.

 

Mudando Hábitos com a Ajuda do Espírito Santo

  Uma Exposição de 1ª Pedro 3:9 Amados irmãos e irmãs em Cristo, Hoje, meditaremos sobre a transformação de nossos hábitos com a ajuda...